Feminismo, o que isso quer dizer?
Antes de soltar o famoso discurso “eu não sou feminista, gosto dos homens” ou outros bordões do tipo, você tem certeza que sabe o que significa feminismo?

  • 27/10/2016 00:24:51


  • Você tem ideia do que é feminismo? Nos anos 70, as mulheres brasileiras influenciadas pelos movimentos feministas europeus e norte-americanos, trouxeram a discussão referente à igualdade de gênero ao país. Desde então este movimento tem angariado muitos simpatizantes, mas também, críticos ferrenhos. Por que este assunto causa tanta polêmica?

    Muita calma nessa hora! Antes de soltar o famoso discurso “eu não sou feminista, gosto dos homens” ou outros bordões do tipo, você tem certeza que sabe o que significa feminismo? Isto nada mais é do que a luta por direitos iguais, tanto para homens quanto para mulheres, isso porque ambos os lados são prejudicados em uma sociedade que impõe regras e exigências sexistas. Enquanto a mulher sofre repressões e violências, sobra aos homens a infalível pressão de ser o macho alfa, o provedor, o cara que não chora. Lembre-se, o feminismo não é o inverso do machismo, nem prega o ódio aos homens, mas sim, busca a convivência com harmonia.

    Muito bem, agora já deu pra entender que o feminismo não está querendo fazer uma caça às bruxas invertida. Neste momento você pode estar se perguntando: se é assim, por que essas feministas parecem umas doidas que ficam tirando a roupa na rua? Primeiro temos que entender que não existe um livro de regras de como ser feminista. Cada um cria o seu jeito de ser, então existem pessoas mais calmas, umas mais radicais e outras até agressivas, mas todas lutam para diminuir o preconceito, garantir seus direitos e acabar com a violência à mulher. Afinal, às vezes pode ser engraçado fazer brincadeira sobre o assunto, mas este é um problema sério. Até hoje mulheres sofrem de violência doméstica, estupro, mutilação, entre muitas outras formas de repressões diárias. Mas este vai ter que ser assunto para um outro dia.

    Não pretendo tornar os leitores em ativistas, mas sim lembrar o quanto é importante e fundamental para o desenvolvimento da civilização, que as pessoas leiam, estudem e entendam porque esses movimentos existem antes de tomar partido. É triste pensar que ainda hoje precisamos de grupos que lutam por direitos iguais, contra a homofobia ou preconceito racial. Mas a verdade é que ainda temos muito o que caminhar para chegarmos a uma sociedade de igualdade e respeito. Até hoje estes movimentos são necessários, pois a desigualdade ainda perdura – e até que ela acabe, a luta continua.

    Texto de Bianca Vissoci, Psicóloga.