Esse sou EU?
Como lidar com os padrões de beleza cada vez mais exigentes?

  • 27/10/2016 00:24:51


  • Atualmente, temos percebido a exigência de um corpo admirável, mulheres magérrimas, homens malhados, beleza exuberante e assim vai. O seu corpo já deve ter mudado bastante, é o que dizem por aí – a puberdade chegou. Mas, cuidado com o que lhes é imposto implicitamente. Cuidar do corpo, aprender a lidar com as descobertas é muitíssimo importante, no entanto, tem que dosar isso aí.

    Essa valorização do corpo acaba trazendo uma conotação de “vitrine”, onde o outro é colocado como referência. Os artistas, geralmente, funcionam como modelo para quem está descobrindo o seu corpo. No entanto, essa avaliação acaba reforçando as inseguranças que temos em relação a nós mesmos, porque muitas vezes não nos encaixamos nesses “padrões” de beleza ou de estilo de vida, impostos pela mídia e pela sociedade. E caro leitor, nem se quer precisamos nos enquadrar, viu? A autenticidade precisa falar mais alto.

    Dito isso, gostaria de lembrar que esse é o seu momento de construir a sua identidade, seus valores e objetivos. É agora que você poderá conhecer mais o seu corpo. Novas transformações estão surgindo e com elas as mudanças hormonais, vontade de namorar, desejos de ser amado e compreendido pelos outros. Você não precisa de padrão nenhum a ser seguido, só precisa encontrar o que te faz feliz, só mude quando você julgar necessário, por exemplo: se você percebe que precisa emagrecer, porque estar acima do peso faz mal a sua saúde, faça isso! Já se você não suporta maquiagem, salão de beleza e afins, caia fora! É só pensar em ser você mesmo, isso não é errado, o errado é tentar ser o que você não é apenas para ser visto pelos outros, isso fere nosso interior e desorganiza nossa vida.

    Segue uma sugestão bacana relacionada ao tema, o episódio 16 da 4º temporada de “Eu, a Patroa e as Crianças”. Onde o pequeno Franklin quer conquistar a amizade dos seus amigos, em especial da Kady, passando uma impressão de ser diferente do que ele realmente é e gosta de ser. Confira


    Texto de Cayla Souza, estagiária de Psicologia da Unicesumar.