Copa do Mundo no Brasil
O professor de Psicologia do Esporte da Unicesumar, Leonardo Pestillo de Oliveira, elaborou um texto bacana sobre a preparação dos atletas para a Copa do Mundo, suas escolhas e decisões em comparação com a escolha profissional de cada um.

  • 27/10/2016 00:24:51


  • Diariamente o esporte atrai mais pessoas que se interessam ou por praticar ou simplesmente para assistir e se divertir, torcendo para que algum time ou atleta tenha destaque nas competições. Com a chegada da Copa do Mundo de Futebol no Brasil, um dos assuntos mais comentados é o futebol, um megaevento que se iniciou há muitos anos, com a escolha do Brasil como sede em 2007. Foram alguns anos de preparação para algo importante, tanto para o País sede, quanto para os atletas.

    Atletas de rendimento fazem da prática esportiva sua vida, assim como o médico adquire o sustento de sua família com o trabalho e o conhecimento de anos de estudo, ou o pedreiro que literalmente sustenta a família com o suor do seu trabalho. Os esportistas também trabalham duro, se dedicam, sofrem, se divertem, vencem, são derrotados. A cada dia é uma história diferente.

    Falando em vitórias e derrotas, o atleta é o exemplo de ser humano que deve aprender a conviver com as frustrações. Não se pode vencer sempre e ele deve saber que não vai vencer sempre. Dependendo do dia tudo estará a seu favor ou tudo estará contra. Mundo de incertezas? Não, simplesmente desafios e emoções. Não dá para viver sem emoção, desafios ou objetivos, é isso que nos move para querer sempre mais.

    Entretanto, os relacionamentos interpessoais vivem cercados de conflitos. Em uma equipe esportiva há muitos deles, e, individualmente, o ser humano é cheio de conflitos. Muitos deles são internos, como por exemplo, escolher uma profissão ou o curso para o qual se irá prestar o vestibular. Vários são os motivos para que isso ocorra no mundo atual, entre eles, o mercado de trabalho que se torna cada dia mais competitivo. Por isso a escolha do curso universitário deve ser bem pensada.

    Façamos comparações concretas. O País sede (Brasil) teve em torno de cinco ou seis anos para se preparar para um megaevento (Copa do Mundo). Os atletas, um intervalo de quatro anos entre uma Copa e outra para se preparar. Considerando o Ensino Médio, um aluno tem 3 anos para se preparar para o vestibular. Na faculdade, o universitário tem em média quatro anos para estar pronto e enfrentar o mercado de trabalho.

    A vida do ser humano é feita de desafios, mas também de preparação. Nada ocorre por acaso, é preciso ser atento e aproveitar as oportunidades, que podem até voltar, mas talvez demorem mais do que se imagina. O arrependimento de não ter se dedicado como deveria, de não ter dado importância ao objetivo principal, à emoção, ao prazer, à vida, não recuperará o tempo, este não volta.

    É preciso imaginar como será a sensação de vitória e dever cumprido, sorrisos, abraços, agradecimentos. Tudo isso torna a pessoa capaz de superar as dificuldades e se sentir simplesmente um vencedor. No Brasil, o futebol é o esporte de maior popularidade, seja ele praticado de forma profissional ou amadora. Em todo o País pode-se encontrar atletas que se doam ao máximo para praticá-lo. Este ato de doar-se deve ser transmitido para muitos desafios, inclusive nos estudos.

    Texto de Leonardo Pestillo de Oliveira. Professor da Unicesumar, Mestre em Educação Física pela Universidade Estadual de Maringá e Doutor em Psicologia Social pela Pontifícia Universidade Católica do Paraná.